Evento gratuito em setembro apresenta aplicações práticas do Google Gemini e amplia debate sobre qualificação digital no Tocantins.
A inteligência artificial deixou de ser assunto restrito aos profissionais de tecnologia e passou a fazer parte de atividades cada vez mais comuns, como estudos, produção de textos, organização de informações e tarefas profissionais. No Tocantins, esse movimento ganhou um novo capítulo com a realização, em Palmas, de uma programação da Universidade Federal do Tocantins (UFT) voltada ao uso prático do Google Gemini. O evento “Um Dia de Google Gemini na UFT” está marcado para 29 de setembro, no Câmpus de Palmas, com atividades abertas ao público e uma aula específica sobre inteligência artificial. (Universidade Federal do Tocantins)
A novidade levanta uma dúvida que interessa a estudantes, trabalhadores, empreendedores e servidores públicos do estado: como aprender a usar inteligência artificial de maneira realmente útil e segura? A programação da UFT mostra que a discussão já ultrapassa a simples curiosidade sobre novas ferramentas e começa a envolver formação, produtividade e preparação para um mercado de trabalho cada vez mais digital. Para o Tocantins, esse tipo de iniciativa também pode ajudar a aproximar a população das novas tecnologias sem exigir formação prévia em computação. (Universidade Federal do Tocantins)
O que a UFT vai oferecer sobre inteligência artificial em Palmas
O evento programado pela UFT para 29 de setembro terá duas frentes. A primeira será a chamada Ativação, prevista para ocorrer das 11h30 às 19h30 no hall de entrada da Biblioteca do Câmpus de Palmas. Segundo a universidade, não será necessário agendamento para participar dessa atividade, o que amplia o acesso de estudantes e demais interessados que estejam no campus durante o período. A proposta é aproximar o público das possibilidades de utilização da inteligência artificial no cotidiano, mostrando a tecnologia de forma mais prática e menos dependente de conhecimentos técnicos. (Universidade Federal do Tocantins)
A segunda atividade será o Gemini Academy, programado para o Auditório Cuíca, das 19h30 às 21h30. Nesse caso, os participantes deverão realizar inscrição, e a universidade informa que aqueles que participarem da programação poderão receber certificado. A iniciativa é especialmente relevante para quem pretende entender como ferramentas de IA podem ser incorporadas aos estudos e ao trabalho sem que a tecnologia seja tratada como uma solução automática para qualquer problema. (Universidade Federal do Tocantins)
A escolha da UFT como espaço para esse tipo de formação também ajuda a revelar uma transformação que já ocorre dentro das instituições de ensino do Tocantins. A própria universidade mantém uma área dedicada a iniciativas relacionadas à inteligência artificial e, nos últimos meses, promoveu atividades sobre IA generativa aplicada à educação, pesquisa acadêmica e serviço público. Em setembro, a UFT também informou que abriu consulta pública para construir uma regulamentação institucional sobre o uso ético, responsável, transparente e seguro da inteligência artificial em atividades acadêmicas e administrativas. (Universidade Federal do Tocantins)
Esse movimento é importante porque a adoção da IA não depende apenas de disponibilizar ferramentas. Estudantes precisam saber formular perguntas, conferir respostas e identificar informações incorretas, enquanto profissionais precisam compreender quais tarefas podem ser automatizadas sem comprometer a qualidade do trabalho. Para uma universidade pública com atuação em diferentes regiões do Tocantins, o debate também ajuda a ampliar a formação digital e a preparar pessoas para um mercado em que conhecimentos tecnológicos tendem a ser cada vez mais valorizados.
Por que aprender IA pode fazer diferença para quem vive no Tocantins
Para o morador do Tocantins, a inteligência artificial pode parecer inicialmente uma tecnologia distante dos problemas cotidianos, mas suas aplicações são bastante concretas. Um estudante pode utilizá-la para organizar um plano de estudos, comparar conceitos ou transformar um conteúdo extenso em perguntas para revisão, desde que confira as informações. Um pequeno empreendedor pode explorar ferramentas de IA para estruturar ideias, elaborar descrições de produtos, organizar informações de clientes ou planejar conteúdos, sem abandonar a análise humana. A diferença está menos na ferramenta escolhida e mais na capacidade de utilizá-la com objetivo definido.
No mercado de trabalho, a tendência também merece atenção. Profissionais de áreas tão diferentes quanto administração, comércio, educação, comunicação, agricultura e serviços podem encontrar aplicações para tarefas repetitivas, organização de documentos, análise inicial de informações e preparação de materiais. Isso não significa que a IA substitua automaticamente profissionais, mas que trabalhadores que dominarem ferramentas digitais podem ganhar novas possibilidades de produtividade e qualificação. A iniciativa da UFT, portanto, pode ser vista dentro de uma mudança maior na formação profissional, na qual competências digitais deixam de ser exclusivas dos cursos ligados à informática.
O próprio histórico recente da universidade mostra que o tema vem ganhando espaço em diferentes áreas. A UFT já realizou ações relacionadas à inteligência artificial generativa em Miracema e atividades de formação para servidores sobre aplicações da tecnologia em pesquisa e no setor público. A instituição também mantém iniciativas de ciência, tecnologia e inovação que envolvem formação acadêmica, pesquisa e cooperação, indicando que a discussão sobre IA está sendo incorporada a uma agenda mais ampla de desenvolvimento científico no estado. (Universidade Federal do Tocantins)
Para o Tocantins, essa aproximação pode ter efeitos que vão além dos muros da universidade. Quanto maior o número de pessoas capazes de compreender e utilizar tecnologias digitais, maior tende a ser a capacidade de empresas, órgãos públicos, instituições de ensino e empreendedores locais aproveitarem novas ferramentas. Isso é particularmente importante em um estado que busca diversificar sua economia, ampliar oportunidades de trabalho qualificado e fortalecer ambientes de inovação em cidades como Palmas, Gurupi, Araguaína, Porto Nacional e outras regiões.
Como usar inteligência artificial sem cair em erros e riscos
Aprender a usar uma ferramenta de IA não significa aceitar automaticamente tudo o que ela produz. Sistemas generativos podem apresentar respostas convincentes, mas incorretas, incompletas ou desatualizadas, o que torna a verificação uma etapa indispensável. Em atividades acadêmicas, profissionais ou relacionadas a serviços públicos, uma informação errada pode gerar prejuízos maiores do que simplesmente perder alguns minutos. Por isso, uma das competências mais importantes para quem começa a utilizar IA é saber conferir fontes e comparar informações.
Também é necessário ter cuidado com dados pessoais e documentos confidenciais. Usuários devem evitar inserir senhas, informações bancárias, documentos de identificação, dados médicos ou informações empresariais sensíveis em ferramentas sem compreender como esses dados são tratados. A segurança digital passa a fazer parte do próprio processo de aprendizagem, principalmente quando a IA começa a ser utilizada no ambiente profissional. A preocupação da UFT em discutir um uso ético, responsável, transparente e seguro da tecnologia mostra justamente que capacitação e governança precisam avançar juntas. (Universidade Federal do Tocantins)
Outro ponto importante é compreender que a inteligência artificial funciona melhor como ferramenta de apoio do que como substituta do julgamento humano. Um estudante pode pedir explicações, mas precisa compreender o conteúdo; um empreendedor pode gerar uma primeira versão de um texto, mas deve conferir informações e adequá-lo ao negócio; e um servidor pode utilizar recursos automatizados, mas continua responsável pela decisão tomada. Essa lógica reduz o risco de transformar a IA em uma espécie de “autoridade automática” e aumenta a possibilidade de obter resultados realmente úteis.
A programação da UFT em Palmas chega justamente em um momento em que a população precisa transformar curiosidade em conhecimento prático. O evento de 29 de setembro oferece uma oportunidade para quem quer conhecer melhor uma das ferramentas de inteligência artificial mais populares e entender como ela pode ser aplicada a tarefas reais. Para o Tocantins, iniciativas desse tipo ajudam a aproximar universidades, estudantes, trabalhadores e sociedade de uma transformação tecnológica que já está acontecendo. Mais do que aprender a clicar em uma ferramenta, o desafio é desenvolver capacidade para fazer boas perguntas, verificar respostas, proteger dados e usar a tecnologia com responsabilidade. (Universidade Federal do Tocantins)
Fontes: Universidade Federal do Tocantins — evento sobre Google Gemini · UFT — notícias sobre inteligência artificial · UFT — consulta pública sobre uso de IA · UFT — iniciativas de ciência, tecnologia e inovação

