Grávida não encontra médico em hospital e bebê morre durante espera por atendimento

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Uma moradora de Paraíso do Tocantins perdeu o bebê enquanto buscava atendimento médico nos hospitais públicos do estado. Ela estava grávida de nove meses e foi no Hospital Regional da cidade com muita dor nesta sexta-feira (5). Segundo o marido dela, Natanael Nascimento Dias, não tinha médico na unidade. Nesse sábado (5), a mulher foi para o Hospital Regional Dona Regina, em Palmas, mas o bebê não resistiu. A falta de médicos na rede pública ocorre desde o dia 1º, quando o governo demitiu 629 profissionais. “Quando atenderam o menino já estava com os batimentos baixinhos e quando fizeram a cesariana, mas disseram que veio a óbito”, disse o marido.

A Secretaria de Estado da Saúde afirmou, em nota, que lamenta o ocorrido com a paciente e irá apurar as circunstâncias dos atendimentos realizados.

Nesta sexta-feira (4), o governo convocou 386 dos 629 médicos dispensados, mas até este sábado (5) hospitais de Palmas ainda estariam enfrentando a falta dos profissionais.

O comerciante Holdon Luiz Ribeiro Rêgo, por exemplo, mora em Almas e viajou mais de 270 km para o filho passar por uma consulta no Hospital Infantil de Palmas neste sábado, mas não conseguiu atendimento.

“Me confirmaram [que tinha médico para atender]. Retornei a ligação tanto na Secretaria de Saúde, quanto no Hospital Infantil e me confirmaram que poderia vir às 8h. Chego aqui então tem médico”, lamentou.

Na noite desta sexta-feira (5), a jovem Amanda de Oliveira contou à reportagem da TV Anhanguera que também estava faltando médicos no Hospital Geral de Palmas. Ela está com o avô internado no HGP há um mês.

O paciente tem uma bactéria resistente a antibióticos, chamada de superbactéria. Por falta de profissionais não tinha ninguém para prescrever o remédio necessário.

“Os médicos falaram que ele está resistente a 10 tipos de antibióticos. Eles encontraram um que a bactéria é sensível. Então, ele começou ontem [quinta-feira] o tratamento, mas quando foi hoje [sexta-feira] eu fiquei sabendo que não tem médico para prescrever o medicamento para ele”, contou.

O medo da jovem é que o estado de saúde do avô piore. “A gente sabe se não tomar o antibiótico corretamente quebra o ciclo. Então, o meu medo é de ele ficar resistente também a esse único antibiótico que os médicos conseguiram para ele.”

A Secretaria de Saúde afirmou, em nota, que “os médicos contratados já retornaram aos postos de trabalho. Vale destacar que a escala de cada um depende da direção do hospital ao qual está lotado.”

Fonte: https://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2019/01/05/gravida-nao-encontra-medico-em-hospital-e-perde-bebe-enquanto-espera-atendimento

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